Diretório Acadêmico de Comunicação Social do IACS/UFF expõe sua gestão para alunos e interessados. Nosso objetivo aqui é informar o que for deliberado em reuniões e assembléias.
9.12.03
Eleições no IACS
De acordo com o processo eleitoral iniciado em assembléia no mês passado, foi aberto período de inscrição de chapas, prorrogado a pedido da chapa inscrita, e encerrado pela comissão eleitoral no último dia 28 de novembro. A comissão Eleitoral comunica aos estudantes de comunicação social da UFF que apenas uma chapa foi inscrita, como o nome Contra-corrente.
Nesta terça-feira, 09/11, começa a votação para eleição da nova gestão do Diretório Acadêmico de Comunicação Social – DACO UFF. A urna será aberta diante da sala do DACO ou no hall das escadas no prédio principal do IACS entre os dias 09 e 12 de dezembro para escolha da nova composição do DACO.
O horário indicado para votação é de 16h às 21h, nos dias citados. Simultaneamente, será realizada eleição para escolha dos delegados representantes da UFF ao XI Cobrecos – Congresso Brasileiro de Estudantes de Comunicação Social – realizado pela Enecos entre 24 e 31 de janeiro, em Brasília. Participe da eleição e conheça a chapa concorrente!!!
Atenção, galera! Hoje haverá reunião do projeto da rádio universitária da UFF, a partir das 19h no Anfiteatro do IACS. Não deixem de participar!!! Vamos botar essa idéia no ar!
postado por Fernanda
11:14 AM
16.11.03
Bem, resumindo estas são as duas propostas apresentadas no fim do ano passado. Na última reunião do colegiado o setor de publicidade tb apresentou uma proposta de publicidade, mas ainda não tivemos acesso ao arquivo digital nem à justificativa da proposta.
Estamos de olho!!! postado por T�
1:25 AM
Proposta Curricular do Depto de Cinema
Introdução
Ao cumprirmos o estabelecido pelo CNE em relação à estruturação curricular e às orientações que nortearão a habilitação em Cinema da Universidade Federal Fluminense devemos considerar, por um lado, a experiência acumulada em 34 anos de existência e, por outro, as novas configurações da atividade cinematográfica e audiovisual no Brasil e no mundo.
Assim, nossa proposta, em atendimentos às exigências do Conselho Nacional de Educação, tem como pressupostos gerais os seguintes:
10) Consoante a inspiração de seus fundadores, esta habilitação deve oferecer aos alunos as mais variadas formas de experimentação do fazer cinematográfico e audiovisual, formas estas pautadas pela mais ampla liberdade de expressão, pela responsabilidade profissional e ética, pela consciência do papel do Cinema e do Audiovisual no processo sócio-político do país e pela busca de qualificação que habilite ao exercício profissional com dignidade e independência;
20) A necessidade de preservar e enriquecer a formação humanística dos alunos, seja como campo de reflexão sobre a situação humana, seja como meio de aprofundamento do Cinema e do Audiovisual como atividades artísticas, reflexivas e de forte contundência na vida social;
30) As tensões entre as chamadas vertentes “industrial” e “independente” como um dos parâmetros da história do Cinema e do Audiovisual no Brasil, ora com efeitos contraditórios, ora com oportunidades de convergência, cabendo-nos extrair de ambas os potenciais de criação e afirmação dos profissionais e o enriquecimento da filmografia brasileira;
40) O papel que o Cinema veio a ocupar no Brasil como elemento constituinte e ativo de sua Cultura e de meio de intensa representação e debate sobre nossa realidade;
50) A importância peculiaríssima da Televisão na sociedade brasileira e sua hegemonia no âmbito atual da cultura audiovisual;
60) A circunstância de estarmos sediados na região historicamente mais ativa da produção cinematográfica brasileira e da empresa mais importante da Televisão do país;
70) O impacto das transformações tecnológicas sobre o Cinema e as sucessivas modalidades de expressão audiovisual decorrentes;
80) As indefinições das políticas sobre a atividade cinematográfica e audiovisual no Brasil quanto aos papéis do Estado, do mercado, da radiodifusão e mesmo em relação ao ensino superior;
90) O fato de estar a habilitação em Cinema e Audiovisual da UFF sediada em uma Universidade Pública Federal, o que significa, por um lado, a convivência estimulante e indispensável com as mais variadas áreas de conhecimento e contingentes de alunos de perfis diferenciados e, por outro, a possibilidade de percepção diferenciada da realidade social brasileira;
100) A consciência de estarmos lidando com pessoas cuja escolha por Cinema e Audiovisual resultou do concurso de vocação criativa de forte cunho autoral com o ímpeto pela realização concreta de obras que tragam sua marca pessoal;
110) Consideramos que o Cinema constitui a matriz histórica da criação das linguagens e técnicas do Audiovisual e, como tal, devendo ser o ponto de partida e a referência constante dos estudos nestas áreas;
120) Por fim, a experiência concreta de 34 anos de existência desta habilitação veio a configurar sua particularidade no campo de Comunicação Social, seja por um ingresso específico no Vestibular, seja pelo horário das aulas das disciplinas de Cinema, seja pelo habitus peculiar de seus alunos e professores, seja pela dinâmica característica que diferencia cada habilitação, motivos pelos quais optamos por uma formação que se concentre no âmbito do Cinema e do Audiovisual e em suas relações fortes com as Artes e Humanidades, buscando, assim, corresponder às expectativas daqueles que escolheram esta habilitação.
Portanto, nossa proposta pretende dar conta destas condições acima, embora consciente das limitações de qualquer projeto educacional e sobretudo da Universidade Federal brasileira neste momento.
Tendo clareza de que as reformulações curriculares constituem principalmente meios de identificar problemas, delinear objetivos e apontar caminhos -- cabendo aos professores, funcionários e alunos, assim como à instituição como o todo realizar seus propósitos -- indicamos os seguintes itens como característicos da proposta de formação que elaboramos e que visa a cumprir em seu desfecho os perfis traçados pelas Diretrizes Curriculares.
1. FORMAÇÃO HUMANÍSTICA, ARTÍSTICA, CRÍTICA E TÉCNICA
a) Propiciar a familiaridade do aluno com as questões humanas a partir da reflexão das principais áreas de conhecimento da Filosofia, das Ciências Sociais, da História, da Psicologia e da Educação, buscando despertar e cultivar o espírito de dúvida, de análise, de crítica e de sensibilidade aquelas questões, inclusive em seus desdobramentos éticos e políticos, de modo multiforme e aberto através do exercício do diálogo como método pedagógico;
b) Enfatizar a dimensão artística do Cinema e do Audiovisual, retraçando as correntes estéticas às quais estas duas áreas estão direta ou indiretamente vinculados, bem como despertando a consciência de que estes fazeres envolvem necessariamente a contribuição das Artes -- plásticas, da música, da arquitetura, do teatro, da literatura;
c) Envolver os alunos com a ambientação laboratorial, seja com os fundamentos científicos e técnicos dos equipamentos, os procedimentos operacionais, a responsabilidade em seu uso e manutenção, seja com a experimentação, analisada ou exercida, visando fortalecer sua identidade como profissional e sua consciência tanto com o trato da materialidade que lhe servirá de instrumento quanto com os companheiros de trabalho num sentido cooperativo mais do que competitivo;
d) Oferecer a oportunidade de conhecimento e apreciação do acervo histórico do Cinema e do Audiovisual, através de práticas intensivas de visualização e de procedimentos analíticos e críticos sobre a construção fílmica e audiovisual, suas teorias e a variedade de vertentes da linguagem;
e) Fomentar o interesse e o respeito pela preservação do acervo filmográfico e audiovisual e o conhecimento das técnicas e procedimentos específicas;
f) Estimular o exercício da escrita, como patrimônio linguístico nacional, e como forma de elaboração de argumentos e roteiros, combinando neste exercício o estudo das tradições poético-narrativas e as inovações criadoras;
g) Desenvolver a capacidade de leitura e discussão dos textos -- em geral e cinematográficos em especial -- e de elaboração de análises próprias do aluno, inclusive no âmbito de pesquisas orientadas sobre temas de Cinema, Audiovisual e Cultura;
h) Promover o conhecimento do aluno sobre as questões históricas e atuais da realização cinematográfica e audiovisual no mundo e no Brasil, seus condicionantes políticos e econômicos, as legislações pertinentes, as propostas políticas, oficiais e da comunidade cinematográfica, e as modalidades de viabilização da obra em seus vários formatos e através das várias mídias;
i) Estimular e incorporar à sua formação estudos realizados pelo aluno em outras áreas da Universidade e em outros espaços de ensino, encontro e debates;
j) Manter e valorizar a atividade de realização monográfica, Projeto Experimental, em suas feições ou investigativa, sobre tema de Cinema, Audiovisual e Cultura, ou de sistematização de conhecimentos técnicos, ou de relato crítico de experiências de realização ou profissionais, sempre sob orientação docente e submetida a avaliação pública de banca.
a) Fornecer ao aluno uma sólida formação na matriz do Cinema e do Audiovisual e ao mesmo tempo facultar-lhe buscar as disciplinas e atividades que correspondam à sua vocação e ao seu interesse de modo a harmonizar a posse de um cabedal universal com aquilo que responda por sua pessoalidade;
b) Definir ênfases possíveis na formação do aluno, seja como vocacionado à apreciação crítica, à investigação teórica e histórica e à preservação de acervos, seja em suas aspirações por vertentes específicas da realização cinematográfica e audiovisual, seja enfim como produtor e organizador destas atividades;
c) Estruturar o currículo em áreas e sub-áreas, com suas matérias, de modo a facultar ao Departamento de Cinema & Vídeo dispor e orientar o aluno em direção a disciplinas variadas, equivalentes e alternativas para seu cumprimento, permitindo, assim, a diversificação de enfoques e ênfases e a multiplicação de oportunidades de cursos;
d) Consignar um quantitativo de créditos para disciplinas optativas como meio de estimular o aluno à busca de seus interesses acadêmicos próprios e de facilitar a composição periódica de seus estudos
3. CONSCIÊNCIA SOCIAL
a) Despertar a consciência do papel cultural, educacional e político do Cinema e do Audiovisual como instrumentos da democracia social no país e dos aspectos éticos individuais e coletivos enquanto dimensões da condição humana e planetária numa perspectiva anti-dogmática e aberta às várias concepções estéticas e de pensamento;
b) Desenvolver metodologias de ensino que impliquem no contato e no envolvimento do aluno com a realidade social e cultural, seja quanto às áreas de conhecimento teórico, seja quanto à elaboração dos projetos de realização, visando sua formação humana, de cidadania e profissional;
c) Incorporar, como complementares, atividades de extensão e comunitárias, sejam no âmbito de programas da Universidade, sejam as buscadas e exercidas voluntariamente pelo aluno.
4. REALIZAÇÃO
a) Propiciar ao aluno as condições intelectuais, institucionais e materiais para o intenso exercício da realização cinematográfica e audiovisual num ambiente caracterizado pela ampla liberdade de expressão estética e de idéias, de cooperação, de responsabilidade pela qualidade da obra e pelos instrumentos de trabalho e consciência do sentido público e social de sua atividade;
b) Estabelecer, desde o início do Curso, oportunidades de contato com o ambiente de realização e de ensaios nos quais se combinem apropriadamente o aprendizado dos cânones correntes com a inventividade;
c) Cultivar a percepção dos requisitos materiais da realização, a quantificação de seu valor, o significado do subsídio público à sua consecução e o equilíbrio entre atuar em condições dadas, inclusive com suas limitações, e buscar aperfeiçoamentos;
d) Criar condições para a exibição mais ampla das obras e através dos vários meios disponíveis -- festivais, circuitos universitários e culturais, televisões abertas e por assinatura -- associada ao seu debate crítico enquanto elemento básico da formação do aluno;
e) Estimular, como objetivo acadêmico, a atenção aos vários gêneros, buscando formar alunos familiarizados com a realização de obras ficcionais e documentárias, autorais ou segundo demandas sociais e a experimentar os diversos formatos disponíveis nas condições institucionais;
f) Fortalecer a consciência da importância de cada momento e cada componente da realização e assim o respeito aos seus responsáveis como meio de desenvolver a consciência profissional coletiva e a atenção minuciosa às várias técnicas envolvidas na consecução da obra;
g) Buscar a atualização permanente da infra-estrutura laboratorial do Curso, sem, no entanto, condicionar o exercício criativo a pautas no momento inviáveis, assim formando profissionais aptos a enfrentarem situações concretas;
h) Estabelecer parcerias com instituições públicas ou privadas visando alargar as possibilidades de realização bem como buscar os meios de ampla veiculação das obras;
i) Incorporar, como elemento formador, as experiências do aluno em seus estágios e atividades extra-universitárias, não só conferindo-lhes judiciosamente valor curricular, como delas fazendo temas de discussão estética, ética e profissional;
carga horária Mantida a mesma carga horária total atual de 2760 horas, distribuídas em 8 semestres de 15 semanas cada
O Departamento poderá oferecer as disciplinas com as aulas distribuidas ou concentradas
OBRIGATÓRIAS E OPTATIVAS 1 – Obrigatórias: 80 %2 – Optativas: 20 %
OBRIGATÓRIAS 1 – Cinema e Audiovisual: 53 % (incluindo as áreas de Teoria e História, Técnica e Formação Profissional, Projeto Experimental e Realização)2 – Humanidades e Artes: 19 %3 – Atividades Complementares: 6 % (incluindo Projeto Audiovisual e Atividades Comunitárias)
CINEMA E AUDIO-VISUAL Composta de disciplinas destinadas a oferecer os fundamentos das teoria, linguagens e história do Cinema Brasileiro e Mundial, das técnicas e procedimentos de realização e das atividades profissionais
HUMANIDADES, ARTES E COMUNICAÇÃO Nesta área, o Currículo indicará um rol de disciplinas dentre as quais os alunos escolherão aquelas que cursarão para cumprir os créditos obrigatórios. Este rol incluirá disciplinas de vários Departamentos.
ATIVIDADES COMPLEMENTARES Atividades opcionais de extensão, pesquisa, comunitárias, realização audiovisual cujos valores de crédito serão atribuídos pelo Departamento devendo o aluno completar até o final do Curso um mínimo de 180 horas
CONCENTRAÇÃO O aluno, através das Optativas, poderá encaminhar sua formação para as seguintes áreas de concentração: (1) Teoria, História e Pesquisa em Cinema e Audiovisual - (2) Realização em Cinema e Audiovisual - (3) Cultura, Cinema e Audiovisual
DISCIPLINAS Para cada matéria, o Departamento indicará, oferecerá ou reconhecerá disciplinas que cumpram o conteúdo
A introdução da proposta de Cinema, escrita para justificar a criação de um novo curso, q foi negada, tem 14 páginas e não sei se vai dar para publicar.... vou fazer uma experiência e ver se dá para publicar um quadro de explicações das disciplinas. postado por T�
1:18 AM
Graças à colaboração do Professr João Batista, o DACo publica hoje a proposta curricular do departamento de cinema. postado por T�
1:08 AM
Na última quarta-feira aconteceu a sessão do Colegiado do curso que aprovou
as propostas curriculares de cinema, jornalismo e publicidade.
Depois de alguma discussão, a coordenadora deu ppor aprovadas as propostas,
ainda q não tenha havido qq votação.
Dessa reunião foi indicada uma comissão formada por um representante do
setor de jornalismo, um de publicidade e um professor do departamento de
cinema para "normatizar" as propostas, isto é, adequar as propostas aos
pareceres aprovados, à legislação em vigor e apresentar as equivalências
necessárias.
Apesar da solicitação do DACO de que houvesse um representante dos alunos
para cada habilitação, a coordenação do curso decidiu q só haverá um
representante. Foi indicada a estudante Tamara Menezes, de jornalismo, pelo
DACO.
A comissão se reunirá nesta sexta, no IACS para discutir as alterações q
deverão ser feitas. Além disso, os professores q compõem a comissão se
dispuseram a conversar com os estudantes sobre as propostas q deverão ser
aprovadas.
Em breve, o DACO divulgará a data dessa exposição.
Para saber mais, visite o blog do DACO, onde está disponível a proposta de
currículo de jornalismo (dacouff.blogspot.com) ou escreva para
plunctplactiacs@mail.com.
Inaugurando sistema de comentários... postado por Fernanda
11:56 AM
2.11.03
Nesta segunda-feira, às 15h, vai rolar na sala do DACO uma conversa sobre as propostas de mudança curricular que serão apresentadas pelos professores.
Apareça e participe dessa discussão pq ela tem tudo a ver com vc.
Estudantes do IACS,
um novo currículo para o curso de comunicação pode ser aprovado nesta terça feira. Vc sabe o q está sendo proposto? Vc concorda com as mudanças que serão realizadas? Fique sabendo que nós, estudantes, podemos e devemos interferir neste processo. O corpo discente tem dois representantes no Colegiado de Curso, que definirá a implementação do currículo e, se não houver pressão e disposição dos estudantes em participar do debate, vamos ser apenas figurantes num filme no qual deveríamos ser atores principais.
Um pouco dessa história...
Há cerca de dois anos os setores/departamentos do cursos de comunicação vêm discutindo, entre os professores, a reformulação do currículo do curso, que está completamente defasado.
Como fruto da situação política e estrutural do curso e suas habilitações, que já levou à crises como a dos laboratórios e resultou no fracionamento recente do departamento de comunicação e na criação de um novo departamento, as propostas foram debatidas pelos setores isoladamente (no caso de cinema e jornalismo, pelo menos).
No fim do ano passado, o DACO ainda tentou realizar um seminário para discutir as propostas apresentadas, mas poucos alunos e professores participaram da discussão. Devemos este esvaziamento à dificuldade na divulgação e não ao desinteresse dos alunos.
E agora?
Nesta terça-feira, dia 4 de novembro, às 14h, acontecerá uma reunião do colegiado do curso, que define questões pedagógicas do curso e, mais uma vez, se tentará aprovar a proposta sem que o conjunto dos estudantes do curso tenham sequer conhecimento da discussão.
Os projetos apresentados estão disponíveis na coordenação do curso de comunicação e no departamento de cinema.O DACO, mais uma vez, vai propor a realização de um grande seminário de discussão entre estudantes e professores, ainda incluindo os funcionários técnico-administrativos do IACS, seguindo os moldes da discussão do Projeto Pedagógico do curso de comunicação da UFRGS (RS), realizado este ano.
Não é Tarde demais
A Coordenação do curso, que está convocando a reunião ampliada para aprovar as propostas, sempre se mostrou favorável à discussão, mas não se empenhou em implementar o debate junto à comunidade do IACS. Desta vez, se tivermos a força e o interesse dos estudantes de comunicação de todas as habilitações presentes na reunião e na formação de um Grupo de Discussão sobre as propostas, vamos conseguir transformar nosso currículo de forma democrática.
"Agrupados fazemo-nos ouvir"
Para começar, é fundamental que o maior número possível de estudantes interessados na discussão apareçam no IACS nesta terça feira, dia 4 de novembro, às 14h, no IACS.
O DACO está disponibilizando a proposta de jornalismo e, em breve, tb a de cinema, no seu blog ( http://dacouff.blogspot.com). Não deixe de ler e de aparecer!!!
Qualquer dúvida, escrevam para plunctplactiacs@mail.com.
DACO UFF
Gestão PlunctPlact IACS postado por T�
5:43 PM
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF)
Proposta de reforma curricular do Curso de Comunicação Social
habilitação Jornalismo (2003)
1. Introdução:
Em 21 de setembro de 2000, o Setor de Jornalismo do Departamento de Comunicação da UFF iniciou um processo de reavaliação da estrutura e conteúdos do currículo de Comunicação vigente desde 1985, tendo como referência as pressões atualmente exercidas pelo MEC especificamente sobre o ensino de jornalismo, as reais transformações do exercício profissional e o movimento do chamado “mercado” (leia-se grandes empresas de comunicação) para desregulamentação da profissão de jornalista.
Para chegar à presente proposta, os professores discutiram amplamente o perfil do jornalista que a UFF deveria formar, os princípios educacionais que deveriam nortear essa formação e as diretrizes curriculares anteriormente formuladas pelo Departamento e enviadas como contribuição ao MEC, que configuraram as premissas para as mudanças do currículo e orientaram a sua elaboração.
a) Premissas
Com base nas diretrizes gerais (MEC/Conselho Nacional de Educação), propomos:
· Que o jornalismo seja considerado um “campo de saber” do abrangente campo de conhecimento da Comunicação, por sua vez enraizado nas tradicionais áreas de conhecimento das Ciências Humanas e Sociais
· Que o reconhecimento desse campo de saber se traduza em disciplinas que abordem, de forma integrada e interdisciplinar, desde o primeiro período do curso, os fundamentos teóricos, as técnicas e as práticas laboratoriais específicas
· Que as disciplinas de fundamentos teóricos das Ciências Humanas e Sociais, em geral, e da Comunicação e Ciências da Linguagem em particular, ofereçam uma visão abrangente e atualizada desses campos, de modo a estimular uma reflexão crítica das práticas jornalísticas e a incentivar a pesquisa na graduação
· Que tanto as disciplinas de fundamentos teóricos da Comunicação quanto as teórico-práticas de Jornalismo dêem ênfase às questões, estudos e pesquisas relacionados à recepção/efeitos das mensagens e da informação
· Que a organização do currículo seja atrelada à implantação, manutenção e constante atualização de laboratórios de pesquisa e produções experimentais, de forma a cobrirem todos as áreas possíveis de exercício profissional
· Que a carga horária total da habilitação seja dividida por disciplinas teóricas básicas, teórico-práticas e práticas laboratoriais, com distribuição equilibrada entre os segmentos de mídia impressa, produção gráfica, audiovisual (rádio, TV e vídeo), fotografia, multimídia (Internet, CD-ROM e seus sucedâneos), além do jornalismo especializado.
· Que as técnicas e práticas laboratoriais incluam o mercado como uma de suas referências mas não se restrinjam a reproduzi-lo, apresentando alternativas em meios de experimentação próprios da universidade.
b) Objetivos
· Desenvolver competências para o exercício profissional em todas as vertentes possíveis do Jornalismo, de forma crítica e criativa
· Pautar o ensino do Jornalismo pelas necessidades de acesso a informação da sociedade brasileira, sem perder de vista as diversas facetas que compõem o mercado profissional da área no Brasil
· Oferecer aos estudantes de Jornalismo da UFF uma formação diferenciada dos demais cursos de Comunicação/ Jornalismo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com flexibilidade na escolha de disciplinas de acordo com habilidades e interesses pessoais, caracterizando-se por:
§ oferecer uma base técnica em reportagem, redação e edição associada a uma base de cultura geral, para que o futuro jornalista não se deixe instrumentalizar pelas fontes
§ discutir a complexidade e o reducionismo no tratamento jornalístico dos fatos
§ apresentar os diferentes “modelos” possíveis de práticas jornalísticas
§ articular saberes contrários aos sistemas dominantes, sem ignorá-los
§ oferecer formação para o exercício profissional, o ensino e a pesquisa
§ tratar a produção experimental como um processo de pesquisa
§ constituir linhas de pesquisa e áreas de especialização na graduação a partir de interesses comuns de professores e alunos
§ privilegiar a interdisciplinaridade
2. Proposta geral
a) Estrutura do curso
Sistema de créditos organizados em períodos semestrais, com possibilidade de adoção mista de módulos trimestrais restritos a disciplinas complementares e optativas: ou seja, uma “seqüência equilibrada de conteúdos curriculares e acompanhamento planejado da formação”, com “flexibilidade de caminhos alternativos” (de acordo com as diretrizes do MEC).
A flexibilidade entre atividades obrigatórias e optativas deve levar em conta os seguintes critérios:
- possibilidade de o aluno acompanhar a carga horária de atividades com bom aproveitamento
- compatibilidade entre os 200 dias/ano exigidos para o aluno e a cobrada ao professor (de 60 a 180h por semestre)
- potencial administrável da oferta de disciplinas (limitação de número e perfil dos professores do setor e demandas dos demais departamentos), práticas laboratoriais e atividades complementares
- possibilidade de adoção de um sistema de orientação acadêmica do aluno, desde o primeiro semestre, para acompanhamento das suas escolhas de optativas, práticas laboratoriais e atividades complementares.
- possibilidade de aproveitamento de estágios realizados pelos alunos em atividades jornalísticas externas como cumprimento de parte da carga laboratorial optativa e disciplinas complementares, a critério de uma coordenação de estágio a ser criada.
A partir da constatação de que:
- o currículo atual exige dos alunos o cumprimento de cerca de 2.500 horas de atividades letivas (2.120 de disciplinas obrigatórias + 270 do Projeto Experimental + cerca de 120h referentes aos 36 créditos de optativas e 4 de eletivas);
- de que estamos ampliando a participação das atividades laboratoriais;
- e de que a LDB exige 100 dias de período letivo (= 20 semanas – de 3 a 5 a mais que o atual)...
o novo currículo deverá ser integralizado com uma carga de 2.760 horas, equivalentes a 184 créditos (1 crédito equivale a 15h/aula ou 15h de atividades laboratoriais e de pesquisa).
b) Conteúdos curriculares
De acordo com as diretrizes curriculares, os conteúdos básicos objetivam a “formação geral da área, devendo atravessar a formação dos graduandos de todas as habilitações. Envolvem tanto conhecimentos teóricos como práticos, reflexões e aplicações relacionadas ao campo da Comunicação e à área configurada pela habilitação específica. Estes conhecimentos são assim categorizados: conteúdos teórico-conceituais; conteúdos analíticos e informativos sobre a atualidade; conteúdos de linguagens, técnicas e tecnologias midiáticas, conteúdos ético-políticos.”
As áreas de conhecimento e as atividades laboratoriais consideradas básicas para a formação de jornalistas foram pensadas a partir dos seguintes referenciais:
· Ciências humanas e sociais: História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Antropologia, Ciência Política, Economia e Estatística
· Linguagens e técnicas de expressão: língua e linguagem; teorias sobre a percepção e a formação do pensamento; expressão verbal e não-verbal; linguagens específicas
· Teorias da Comunicação: relações entre informação e comunicação; história e processos da comunicação; sistemas e tecnologias de comunicação;
· Disciplinas de jornalismo: básicas (teorias sobre + linguagens e técnicas); complementares (áreas de concentração) e optativas (especializadas)
· Práticas laboratoriais: Oficinas = experimentação situacional; Laboratórios = desenvolvimento de produtos experimentais periódicos ou documentais
Da mesma forma que as atividades de estágio, o novo currículo do Curso de Comunicação Social da UFF também deverá criar mecanismos para considerar equivalências entre as atividades curriculares e as denominadas atividades complementares, assim definidas pelas diretrizes do MEC:
“além das disciplinas típicas e tradicionais da sala de aula e de práticas ditas laboratoriais” (...) “com atribuição de créditos ou computação de horas para efeito de integralização do total previsto para o Curso, tais como: programas especiais de capacitação do estudante (tipo CAPES/PET); atividades de monitoria; outras atividades laboratoriais além das já previstas no padrão turma/horas-aula; atividades de extensão; atividades de pesquisa etc.” (...) O que caracteriza este conjunto de atividades é a flexibilidade de carga horária semanal, com controle do tempo total de dedicação do estudante durante o semestre ou ano letivo.” (...) “O número máximo de horas dedicadas a este tipo de atividades não pode ultrapassar 20% do total do curso, não incluídas nesta porcentagem de 20% as horas dedicadas ao Trabalho de Conclusão de Curso (ou Projetos Experimentais).”
Compõem a presente proposta os seguintes anexos:
· Estrutura e carga horária
· Grade das disciplinas e atividades laboratoriais obrigatórias para o ensino de Jornalismo
· Relação das disciplinas obrigatórias e optativas de formação e complementação profissional
· Ementário geral das disciplinas para o ensino de Jornalismo
"Solidários somos gente;
Solitários somos peças.
De mãos dadas somos força;
Desunidos impotência.
Isolados somos ilhas;
Juntos somos continentes.
Inconscientes somos massa;
Reflexivos somos grupo.
Organizados somos pessoas;
Sem organização somos objetos de lucro.
Em equipe, ganhamos, libertamo-nos;
Individualmente, perdemos, continuamos presos.
Participando somos povo;
Marginalizando-nos somos rebanho.
Unidos somos soma;
Na mesa somos número.
Dispersos somos vozes no deserto;
Agrupados fazemo-nos ouvir.
Amontoando palavas perdemos tempo;
Com ações concretas, contruimos sempre."
(Manoel Peixoto) postado por T�
5:35 PM
27.6.03
Pré-semin?rio ser? na UERJ Essa vale para quem vai e para quem n?o vai ao Semin?rio da Para?ba. Neste s?bado, às 14h, na UERJ, ser? realizado um pré-semin?rio, onde vamos discutir um pouco da programaç?o e definir os detalhes sobre o ônibus da Regional.
Ah, o pré-semin?rio vai acontecer no décimo andar, ok? postado por Fernanda
11:15 AM
21.6.03
Reunião da Regional Rio Próxima terça-feira, dia 24 de junho, às 16h, na Universidade Veiga de Almeida (Tijuca) tem reunião da Regional Rio da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (ENECOS). Discutiremos pontos como o I CHURRASCOM, o Seminário da Paraíba, o ERECOM e faremos uma avaliação do boicote ao Provão, entre outros pontos de pauta. Apareça!